Publicado em 05 de Agosto de 2025
O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), criticou nesta terça-feira (5) a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Riedel, que contou com o apoio de Bolsonaro durante a campanha ao governo do estado em 2022, classificou a medida como “excesso judicial” e alertou para riscos de aumento da instabilidade política no país..
“Prisão domiciliar, com restrição de direitos fundamentais e sem julgamento concluído, são excessos judiciais que geram temerária escalada da tensão política e jurídica no país”, afirmou o governador em nota divulgada enquanto cumpre agenda no continente asiático para buscar novos mercados às exportações sul-mato-grossenses.
Moraes decreta prisão domiciliar de Bolsonaro após descumprimento de restrições
A decisão do STF, anunciada na segunda-feira (4), impôs a Bolsonaro o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de visitas não autorizadas e apreensão de celulares. Moraes apontou descumprimento de medidas cautelares anteriores, alegando que o ex-presidente utilizou redes sociais de aliados para divulgar mensagens de ataque ao Supremo e de incentivo a intervenção estrangeira no Judiciário brasileiro.
Riedel disse que o país vive um momento de “grandes e graves incertezas econômicas” e defendeu que as autoridades busquem reduzir as tensões institucionais. “Nada disso ajuda os brasileiros neste momento. Só compromete ainda mais a pacificação do país”, declarou.
Segundo o governador, a prioridade deveria ser a retomada do diálogo político e a garantia de estabilidade institucional para enfrentar problemas sociais e econômicos. “A responsabilidade pública e o esforço de todos agora devem ser na direção de flexibilizar e reduzir as tensões, retomando progressivamente o diálogo e não o contrário. Precisamos pensar menos em política e mais no país agora”, completou.... veja mais em https://www.campograndenews.com.br/politica/riedel-classifica-prisao-domiciliar-de-bolsonaro-de-excesso-judicial
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