
Publicado em 27 de Setembro de 2025
A prevenção do suicídio não é uma tarefa exclusiva dos profissionais que atuam na promoção da saúde mental e emocional. Amigos, familiares e membros da comunidade desempenham um papel fundamental. Ouvir com empatia, demonstrar cuidado e conectar alguém a recursos adequados podem contribuir para salvar vidas e restaurar a esperança.
A psicóloga e psicanalista Luzia Patusco, durante palestra na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), realizada na manhã desta sexta-feira (26), enfatizou que o suicídio pode ser prevenido e que ninguém precisa ser especialista em saúde mental para salvar uma vida. “Quando falamos suicídio, precisamos entender que a pessoa que busca a morte como saída, está em sofrimento intenso. As estratégias de prevenção passam fundamentalmente pela escuta desse sofrimento, que, muitas vezes, não é explícito, mas se manifesta nas entrelinhas. Ações, como essa palestra, são algumas das maneiras de promover espaços em que as pessoas possam refletir sobre as dores”, afirmou.
A palestra faz parte da campanha Setembro Amarelo, dedicada à prevenção do suicídio, promovida pela Escola do Legislativo Senador Ramez Tebet. “Nosso compromisso é com a vida. Ao trazer esse debate para a Assembleia, a Escola do Legislativo reafirma seu papel na conscientização e na construção de uma sociedade mais acolhedora e informada sobre a saúde mental”, disse Thiago Gonçalves, diretor da Escola do Legislativo, que fez um relato pessoal sobre a depressão e pensamentos suicidas.
De acordo com pesquisa realizada nas 27 unidades da Federação pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), um em cada quatro brasileiros teve pensamentos suicidas. E mais da metade dos entrevistados relataram desejos de se isolar completamente ou desaparecer. Esses dados reforçam a importância de pensar em ações de combate ao estigma, que ainda impede muitos de buscarem tratamento médico.
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