
Publicado em 23 de Julho de 2025
Encontrado em tudo, desde barras de proteína a bebidas energéticas e sem açúcar, o eritritol é considerado há muito tempo uma alternativa segura ao açúcar. Mas uma nova investigação sugere que esse adoçante amplamente utilizado pode estar a minar silenciosamente uma das barreiras de proteção mais cruciais do corpo – com consequências potencialmente graves para a saúde cardíaca e o risco de acidente vascular cerebral (AVC), a principal causa de morte em Portugal.
Um novo estudo da Universidade do Colorado, publicado a 14 de julho no Journal of Applied Physiology, sugere que o eritritol (com o código "E 968" nos rótulos na União Europeia) pode danificar células da barreira hematoencefálica, o sistema de segurança do cérebro que impede a entrada de substâncias nocivas e permite a entrada de nutrientes.
As descobertas acrescentam novos detalhes preocupantes a estudos observacionais anteriores, que associaram o consumo de eritritol ao aumento das taxas de ataque cardíaco e AVC.
No novo estudo, os investigadores expuseram células da barreira hematoencefálica a níveis de eritritol normalmente encontrados após a ingestão de um refrigerante adoçado com o composto. Como resultado, observaram uma reação em cadeia de danos celulares que poderia tornar o cérebro mais vulnerável a coágulos sanguíneos uma das principais causas de AVC.
Voltar